terça-feira, 25 de outubro de 2011

1º Cruise In South America – Abril 2011

Brasília - DF / Foz do Iguaçu - PR - Brasil  - 3.525,1 Km.


Saímos do DF dia 18 de abril – segunda-feira. Os parceiros do DF por motivos diversos cancelaram a viagem, então por estar descendo fora de um bonde, ou seja só uma moto com garupa, optei por uma rota 100 Km mais longa  rodando somente nas BRs e arriscando em rodovias secundárias. Acordando cedo e com tempo nublado indo por Cristalina, Catalão, Uberlândia, Prata, São Jose do Rio Preto, chegando em Guaiçara – SP onde dormimos, fechando o primeiro dia rodando 800 km. Na terça-19 seguimos ainda pela BR 153 e mesmo pagando pedágio, tinha trechos onde a moto trepidava, até Ourinhos – SP, pegamos a BR 369 com boa qualidade passando por Londrina, Maringá-PR - com parada para um delicioso almoço a moda do sul– e depois Cascavel-PR sempre com sol e muito calor até o fim de tarde. Em Medianeira – PR. o tempo começou a fechar com nuvens escuras,  a chuva  caiu forte entre Matelândia e São Miguel do Iguaçu. Rodamos um trecho de uns 60 Km a noite pois estávamos próximo e  muito ansiosos para chegar e não seria bom dormir estando tão perto, por não conhecer o trecho reduzimos o ritmo e foi um pouco cansativo – neste o trecho o asfalto estava bom porém com péssima sinalização vertical e horizontal.Chegamos em Foz achando rapidamente o hotel com assessoria do Sr. GPS Garmin. Depois do banho para tirar a fuligem, fomos para um rápido encontro com os demais Riders de Goiânia e São Paulo que estavam fazendo zoada por lá desde o domingo-17.



Na Quarta-20 fizemos uns passeios em bonde na usina de Itaipu, Cataratas  e free shop na Argentina. Na quinta-21 o pessoal tomou rumos diferentes, uns formaram um bonde para ir até Posadas na Argentina e voltar com los hermanos de lá, outros com nós ficamos em Foz fazendo bons passeios e descansando. Na sexta-21 logo pela manha fomos para ponte aguardar o bonde vindo da Argentina. Foi fantástico o pessoal do GO / SP e DF com as motos dos dois lados da ponte até a chegada do bonde, foi só  alegria de todos nas apresentações e reencontros. Saímos assim que o policial Argentino nos expulsou com as devidas honras do lado argentino da ponte rsss. Fomos para o Restaurante Jardim da Cerveja e foi uma reunião de “velhos” conhecidos. Os  Riders Argentinos e chilenos são muito gente fina e animados e juntos com a turma Brazuca foi uma festa da melhor qualidade. Ficando uma vontade enorme de rever todos nos momento das despedidas.


No sábado, entramos no bonde de GO e retornamos para casa. Erramos o caminho em Londrina. No trecho que evitei fazer na ida, próximo a Presidente Prudente- SP a moto do Rider Shark arrebentou o cabo do acelerador durante uma ultrapassagem e graças a Deus não resultou em acidente feio, mas o susto foi grande, não conseguimos consertar e infelizmente não foi possível para ele seguir a viagem, pelo horário decidimos nos separar o grupo. O Shark ficou aguardando o reboque do seguro juntamente com um Rider de Jataí que gentilmente optou por acompanhá-lo até a chegada do guincho. O bonde seguiu e dormimos em Penápolis – SP.  No domingo seguimos juntos com o bonde até Prata – MG. No trecho entre Presidente Prudente e Prata os Riders de Goiânia me concederam a hora de encabeçar o bonde. Seguimos sozinhos, eu e minha garupa para Uberlândia, Catalão onde encontramos alguns motociclistas de big trail no sentido contrário, depois de Cristalina com a estrada muito cheia e muita gente fazendo besteira, vimos varias situações de risco e uma quase trombada na nossa frente que assustou nos bastante. Entre Luziânia e Valparaíso usei somente a primeira e segunda marcha, aconteceu um acidente próximo a Valparaíso que parou (engarrafou, entubou, engessou) o transito. Este final cansou mais que a viagem do dia inteiro, eu cansado, o motor super quente a garupa assustada com a situação diferente, motoboy buzinando atrás no  corredor apertado...


Chegamos na noite de domingo-24, as 7:55 rodando 3.525,1 Km. Felizmente e principalmente graças a Deus, chegamos segurosa. Valeu cada Km. Não importou o estado ou o país, valeu a paixão pela motoca,  a estrada e a amizade.

Em tempo, fica um agradecimento a minha garupa e companheira de viagem que não conhecia este mundo de duas rodas na estrada, fez a primeira viagem de moto e com uma distância longa e achou que foi legal. Pode uma coisa destas??? rss