terça-feira, 25 de outubro de 2011

1º Cruise In South America – Abril 2011

Brasília - DF / Foz do Iguaçu - PR - Brasil  - 3.525,1 Km.


Saímos do DF dia 18 de abril – segunda-feira. Os parceiros do DF por motivos diversos cancelaram a viagem, então por estar descendo fora de um bonde, ou seja só uma moto com garupa, optei por uma rota 100 Km mais longa  rodando somente nas BRs e arriscando em rodovias secundárias. Acordando cedo e com tempo nublado indo por Cristalina, Catalão, Uberlândia, Prata, São Jose do Rio Preto, chegando em Guaiçara – SP onde dormimos, fechando o primeiro dia rodando 800 km. Na terça-19 seguimos ainda pela BR 153 e mesmo pagando pedágio, tinha trechos onde a moto trepidava, até Ourinhos – SP, pegamos a BR 369 com boa qualidade passando por Londrina, Maringá-PR - com parada para um delicioso almoço a moda do sul– e depois Cascavel-PR sempre com sol e muito calor até o fim de tarde. Em Medianeira – PR. o tempo começou a fechar com nuvens escuras,  a chuva  caiu forte entre Matelândia e São Miguel do Iguaçu. Rodamos um trecho de uns 60 Km a noite pois estávamos próximo e  muito ansiosos para chegar e não seria bom dormir estando tão perto, por não conhecer o trecho reduzimos o ritmo e foi um pouco cansativo – neste o trecho o asfalto estava bom porém com péssima sinalização vertical e horizontal.Chegamos em Foz achando rapidamente o hotel com assessoria do Sr. GPS Garmin. Depois do banho para tirar a fuligem, fomos para um rápido encontro com os demais Riders de Goiânia e São Paulo que estavam fazendo zoada por lá desde o domingo-17.



Na Quarta-20 fizemos uns passeios em bonde na usina de Itaipu, Cataratas  e free shop na Argentina. Na quinta-21 o pessoal tomou rumos diferentes, uns formaram um bonde para ir até Posadas na Argentina e voltar com los hermanos de lá, outros com nós ficamos em Foz fazendo bons passeios e descansando. Na sexta-21 logo pela manha fomos para ponte aguardar o bonde vindo da Argentina. Foi fantástico o pessoal do GO / SP e DF com as motos dos dois lados da ponte até a chegada do bonde, foi só  alegria de todos nas apresentações e reencontros. Saímos assim que o policial Argentino nos expulsou com as devidas honras do lado argentino da ponte rsss. Fomos para o Restaurante Jardim da Cerveja e foi uma reunião de “velhos” conhecidos. Os  Riders Argentinos e chilenos são muito gente fina e animados e juntos com a turma Brazuca foi uma festa da melhor qualidade. Ficando uma vontade enorme de rever todos nos momento das despedidas.


No sábado, entramos no bonde de GO e retornamos para casa. Erramos o caminho em Londrina. No trecho que evitei fazer na ida, próximo a Presidente Prudente- SP a moto do Rider Shark arrebentou o cabo do acelerador durante uma ultrapassagem e graças a Deus não resultou em acidente feio, mas o susto foi grande, não conseguimos consertar e infelizmente não foi possível para ele seguir a viagem, pelo horário decidimos nos separar o grupo. O Shark ficou aguardando o reboque do seguro juntamente com um Rider de Jataí que gentilmente optou por acompanhá-lo até a chegada do guincho. O bonde seguiu e dormimos em Penápolis – SP.  No domingo seguimos juntos com o bonde até Prata – MG. No trecho entre Presidente Prudente e Prata os Riders de Goiânia me concederam a hora de encabeçar o bonde. Seguimos sozinhos, eu e minha garupa para Uberlândia, Catalão onde encontramos alguns motociclistas de big trail no sentido contrário, depois de Cristalina com a estrada muito cheia e muita gente fazendo besteira, vimos varias situações de risco e uma quase trombada na nossa frente que assustou nos bastante. Entre Luziânia e Valparaíso usei somente a primeira e segunda marcha, aconteceu um acidente próximo a Valparaíso que parou (engarrafou, entubou, engessou) o transito. Este final cansou mais que a viagem do dia inteiro, eu cansado, o motor super quente a garupa assustada com a situação diferente, motoboy buzinando atrás no  corredor apertado...


Chegamos na noite de domingo-24, as 7:55 rodando 3.525,1 Km. Felizmente e principalmente graças a Deus, chegamos segurosa. Valeu cada Km. Não importou o estado ou o país, valeu a paixão pela motoca,  a estrada e a amizade.

Em tempo, fica um agradecimento a minha garupa e companheira de viagem que não conhecia este mundo de duas rodas na estrada, fez a primeira viagem de moto e com uma distância longa e achou que foi legal. Pode uma coisa destas??? rss

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sul do Brasil e SRR - 6.070,8 Km


Serra do Rio do Rastro - Santa Catarina  - SC-439
Dia 07/01

Manhã de chuva forte até o momento da saída do ponto de encontro, rodamos até Cristalina – GO – BR 040, onde encontramos um grupo – Barney e mais dois integrantes do Candancylcles - que estavam seguindo na mesma direção, pelo menos até Araguari – MG – BR050, porém cada um segue no próprio ritmo. A chuva cai pouco e rodamos rápido. Até Uberlândia – MG a viagem pareceu. Após esta cidade foi que o roteiro começou a entrar na veia. Parecia uma viagem solitária apesar do moto-compaheiro. Uma diferença nas viagens de moto que faz diferença é a possibilidade de sentir com mais intensidade os ‘cheiros’ da estrada, como já relatei outras diversas vezes: o irritante cheiro do pequi, cheiro de mato, pois a chuva deixou tudo mais verde. Passando entre  Minas e por São Paulo o forte cheiro adocicado de abacaxi durou entre as cidades de Prata MG e Nova Granada – SP – BR153, esta BR mesmo com cobrança de pedágio não é uma rodovia confortável para moto, em alguns trechos trepida um poucopor várias cidades. Neste trecho aA  Shadow apagou e voltou a funcionar. Dormimos em Jaguaraira – SP (?)
Dia 08/01
De volta a estrada, parando pouco e sem chuva. Novamente a Shadow apagou e não funcionou mais, como suspeitávamos que não estava passado gasolina após o nível da reserva, fui a até Conselheiro Marlink -– SP- BR153, 13 Km a frente, buscar gasolina enquanto o moto-companheiro ficou na estrada. Era defeito da bomba de gasolina, ela foi retirada, ali no meio da estrada mesmo e a moto funcionou bem. Voltamos para Santo Antonio da Platina – SP para achar uma oficina, apesar de ser sábado e tudo estar fechado, encontramos uma oficina e bomba foi consertada e o animo refeito. De volta para a uma BR, próxima a cidade de Ventania – PR – BR 153,  cheia de curvas nos trouxe animação depois de trechos com retas. Rodávamos bem até ver o transito parado nos dois sentidos, um acidente realmente feio, com três carros praticamente destruídos juntamente com seus passageiros, notamos um pedaço do um carro a mais de cento cinqüenta metros tamanha a violência do choque. Um dos carros envolvidos era do povoado e muitos moradores do povoado estavam ao redor dos carros e corpos uns paralisados, uns desesperados, uns chorando ou revoltados. Conseguimos passar pelo bloqueio e seguir.

Dia 09/01
Saímos de Ponta Grossa – PR com tempo nublado e frio. Logo o sol abriu, e fez muito calor. Outro acidente ilógico recém acontecido no caminho. Saímos da BR novamente passando por Palmeira – PR 151, Porto Amazonas, Lapa e Campo do Tenente – PR. Trecho de pequenas e grandes propriedades com milho, feijão, porcos e gado, infelizmente poucas araucárias. Ao entramos na BR257 pagamos de pedágio R$ 5,50 reais e usamos 1Km da rodovia apenas. Pegamos a BR 116 tentando chegar em Caxias do sul – RS. Transito pesado com muitos caminhões. Antes de Lages, paramos na estrada para colocar capas de chuva e um tatu cruzou a estrada, tentei pegá-lo para fotos, mas não houve cooperação do bicho, rsss, levei um baile do danado. Em Lages, abastecemos, logo na saída um carro travou a rodas e quase bateu na traseira da minha moto. Não sei por que o motorista deste carro ficou fazendo pressão assim que voltamos para  a BR116, como eu estava atrás, foi stress duro, seis vezes ele simulou jogar o carro em cima da moto, o jeito foi parar e esperá-lo tomar uma distância. O trecho antes e depois da divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul é um capitulo a parte, com poucos pontos de ultrapassagem. Descemos de segunda marcha todo tempo e debaixo de chuva, atrás de uma carreta obviamente muito lenta e queimando tambor de freio, tudo bem. Este pedaço dá vontade de subir e descer varias vezes. As videiras e quiosques de venda de uvas e queijo mostravam a proximidade de Caxias do Sul. Muitas curvas fechadas e emoções para moto custom. 8:30 chegamos na cidade ainda com pouco de claridade.
Dia 10 e 11/01

A manhã em Caxias do Sul – RS, foi de cuidado com as meninas. Troca de óleo na Shadow e para variar a Yamaha não tinha filtro de óleo para a MId, mais a concessionária muito prestativa, conseguiu em outra cidade que estava no nosso caminho. Saímos rápido para rodar os 300 Km de estrada – BR287 com trecho sinuoso até Santa Maria - RS . Chegamos pouco antes da loja fechar, filtro trocado, partimos e dormimos em Rosário do Sul – RS – RS154. Dia 11 partimos para Santana do Livramento – RS / Rivera – Uruguai – RS158/BR158, passamos pela imigração com direito a tratamento gentil de  um funcionário e estudo por parte de outra funcionaria. Na estrada para Tucuarenbó – UR – Ruta5 teve chuva muito forte por 70 Km, a água foi achando caminho pela capa e bota. Solicitamos informações junto a Policia Camimera e algumas funcionários em postos de fiscalização e fomos muito bem tratados em todas a situações. Somente o moto parceiro decidiu almoçar e pegamos a estrada – Ruta26. 34KM depois de Tacuarenbò decidimos mudar o destino para a Serra do Rio do Rastro – SC, a viagem não estava legal. Voltamos por Rosário do Sul (sem stress)

Dia 12/01

Saímos decididos a rodar os 700 Km entre Rosário do Sul e Lauro Muller –SC, estrada boa, via Porto Alegre – RC, via BR 290, Almoçamos em Arroio dos Ratos - RS (curioso nome, não nos aventuramos saber porque). Após Porto Alegre - BR 101-  pagamos o primeiro pedágio no RS, que até então era liberado para motos. Rodamos por alguns Kms com um motociclista de Campo Grande – MS numa Shadow 600 que viaja sozinho e pediu para rodar um pouco com a gente, creio que ele achou nosso ritmo lento e desenrolou o cabo.
Chegamos em Lauro Muller e descobrimos que a cidade não tinha hotel ou pousadas, outro fato curioso. As opções seriam uma pousada que funcionava em um bar ou um hotel no inicio da serra, este era bem simples, decidimos ir para a próxima cidade, Bom Jardim da Serra – SC  20 Km a frente – SC 438  passando pelas curvas da serra, somente descobrimos após entrar nela. Foi pura emoção e pura adrenalina, já estava anoitecendo e com muita serração e alguns caminhões subindo. Escureceu rápido e a serração em alguns pontos deixava apenas uns vinte metros de visibilidade. O frio também aumentava a medida que subíamos. As partes que conseguíamos ver quando a serração permitiu deixou a certeza da beleza que a televisão e vídeos na WEB não mostram. A sensação de subir o percurso sinuoso pela primeira a vez no escuro  com serração e sem saber se encontraria hotel do outro lado não me deixou tranqüilo, mas valeu
Conseguimos um quarto improvisado em uma pousada, Graças a Deus. Não restava outra opção. Seriamos forçados a descer a serra até o primeiro hotel ou seguir 50 Km até São Joaquim – SC sem conhecer a estrada, seriam duas opções ruins e a noite já estava fria, 17 graus.

Dia 13/11 SRR
Um rápido café e subimos para sentir a SRR com calma e durante o dia. Tentamos sair rápido antes que a serração que começava a se formar no alto da serra. Rodamos os 10 km separavam a cidade do trecho de serra. Iríamos descer direto e depois subir fotografando, mas com receio de perder para a serração, descemos fotografando parando em quase todos os refúgios construídos para este fim.
A cada ponto de parada uma nova e maravilhosa paisagem se formava. É uma das mais belas  paisagens que já vi, ali estrada, montanha e gente estão em quase equilíbrio. A estrada não foi um dano, onde não tem concreto da pista, a mata ocupava o lugar que lhe pertence.
Chegamos na parte mais baixa, onde a placa indica inicio da SRR, e iniciamos a subida sem paradas. Com sol quente e em instantes o frio surgiu e uma serração diminui a visibilidade, É incrível com muda rápido – já estava de jaqueta e sentido um pouco de frio. Chegando ao topo não se podia ver mais nada abaixo que não estivesse ao poucos metros, as fotografias feitas durante a descida salvaram o dia. De volta á cidade o moto-parceiro tomou a decisão de seguir para a cidade onde estava o filho dele, então rodaríamos juntos até próximo á cidade de Ponta Grossa – PR. Passando por Lages – BR 116 parando para trocar óleo, já estava anoitecendo e não conseguimos chegar, ficamos em Campo do Tenente – PR para dormir.


15/11
Parti de Marilia – SP em ritmo mais lento e sem a obrigação de chegar no mesmo dia, muitas paradas causadas pelo desconforto causado pelo banco e que já estava causando dor, transito lento em Araguari – MG  - BR 060 causado pelo transporte de cargas pesadas. Em Catalão – GO algumas pessoas perguntando sobre a moto e de onde estava vindo, foram constantes estas perguntas em quase todas as paradas da viajem. Cheguei em Cristalina – GO as sete horas e estava um pouco claro e chovendo, por conhecer o percurso decidi chegar em casa,  a chuva  dificultava a visão então essa não foi a melhor decisão embora a distância fosse curta. Duas horas gastas neste trajeto final.
 6.070,8 Km e mais algumas historias para contar até a próxima viajem.
>>>> fotos

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

BSB / Buritis – MG - 460 Km


Cincos corpos no asfalto.... Não relataria esta viajem senão por eles.
De ultima hora no sábado à tarde resolvi ir até Buritis – MG, estava tenso pelos últimos dias de trabalho e algumas noticias ruins. Nada melhor que alguns Kms para relaxar e assim foi. Depois de alguns dias de chuva, muito sol, a estrada estava boa a cidade que fica literalmente aninhada em um  vale. Cidade simples que encantou exatamente por isto.Sem maquina fotográfica, apenas duas fotos feitas com celular que não é bom. Tinha feito planos de dormir por lá, mas decidi voltar, então para não rodar na GO346 a noite rodei mais rápido assim ficaria somente o trecho da BR020 para rodar a noite, e foi exato após entrar nela o sol se pois. Quebrei regras que sigo sempre: rodar mais devagar e não rodar a noite. então o ritmo era rápido
Este ritmo foi quebrado após passar por Planaltina. Havia uma pequena retenção no transito. Um acidente recente pois não tinha nenhum de veiculo de emergência ou policia. Somente uma faixa em uso e outros carros rodando pela terra do lado esquerdo. Fiquei na faixa e vi um carro bastante amassado, um moto Honda amarela (não era conhecida) caída, então espalhados no asfalto quatro corpos, pareciam sem vida. Enquanto passava percebia que eram jovens talvez por volta de 25 anos, dois homens duas mulheres, um rapaz gritava desesperado ao lodo do copo de um rapaz próximo à moto. Parei logo a frente perto de alguns carros, não foi para voltar e olhar o acidente, nunca faço isto por não querer ver novamente cena de morte e para não complicar o local com mais uma moto parada.
Parei pois necessitava quebrar o sentimento de tristeza que senti por ver gente caída, gente ao lado impotente diante do caos. (Lembrei que no primeiro abastecimento na ida, tinha no posto de gosolina, um grupo de jovens com muita bebida a caminho de um show em Formosa – GO, comentei com o frentista sobre o risco). Cinco mortes falavam. Após alguns instantes um senhor que foi até local passou e disse que o carro saiu da pista contraria capotando e os passageiros foram arremessados fora do carro, e o piloto da moto que subia a BR comentou que foi atingindo por um deles. Fiquei mais pensativo, de repente você esta rodando e um carro na pista contraria capota atravessando o canteiro e mesmo ele não lhe atingindo o corpo de alguém que estava provavelmente sem cinto lhe atinge. Pensei ainda, que talvez mais cinco ou dez minutos eu poderia estar envolvido naquele acidente, dez minutos da ultima parada que fiz depois de Formosa. Diminui o ritmo agradecendo a Deus pela proteção que Ele tem me dado nas estradas, mesmo quando agente insiste em quebrar regras que jamais devem se quebradas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

BSB – BH / Ouro Preto – MG - 1735,7 Km




Minas é palavra montanhosa. Disse C. Drummond.
Dois dias após chegar de passeio de quatro mil kilometros e realizar uma revisão na motoca saí com um amigo rumo a Ouro Preto MG, ele em uma Srad 750, mais já sabia que o ritmo de viagem seria leve. Rodamos até Belo Horizonte no primeiro dia. Na manha do segundo dia um trecho da estrada real nos aguardava. Descer a serra sempre é uma experiência diferente a cada vez, ainda que se conheça o que tem depois das curvas, tem emoção nova sempre que a motoca se inclina suavemente e nada se vê nas curvas mais fechadas.
Chegamos um Ouro Preto no meio da segunda semana do festival de inverno. Podia se apreciar música no meio da rua e sempre se ouvia som de vários ritmos, bastava descer ou sumir uma ladeira e outro tipo de musica surgia.
As republicas lotadas e com seu ritmo de farra bem próprio. Foi uma estudante de uma destas republicas que nos chamou a atenção, estávamos procurando uma Cafeteira quando ela ouviu nossos comentários e gentilmente se ofereceu para nos guiar, errou e caminho e não desistiu, ela falava compulsivamente. Não estamos acostumados com este tipo de ajuda e nos parece coisa de outro mundo. Da forma que apareceu ela foi embora.
No dia da nossa saída a cidade estava encoberta por uma neblina forte. Foi fechamento com chave de ouro. A neblina foi sumindo devagar até o ponto em que somente os picos dos montes ficaram encobertos, fato semelhante ao que fez tantos bandeirantes se perderem na região, pois o monte onde estão as pedras Itacolomy, pedra da mãe e filha na língua indígena, ficava escondido nesta condição de neblina, e ele era a referencia para localizar a região de exploração.
Música e história foi o que encontramos neste pedaço de Minas.Nosso retorno foi tranqüilo, paramos algumas vezes no meio da estrada, placa caindo, apertar parafusos nas motos, a revisão não foi garantia de tranquilidade. O único ponto critico foi um linha com cerol que foi parar no pescoço do parceiro, felizmente a jaqueta foi suficiente para reter a linha na altura da jugular.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

BSB - Ilhéus/BA - São Mateus/ES - BSB - 4098 Km


Relato 1

Depois de todos as desistências a viagem começou com apenas duas motos. Não saímos no horário planejado, apenas às 10 horas estávamos efetivamente na estrada, até Paracatu pegamos vento contrario o que aumentou muito o consumo de combustível, almoço em João Pinheiro – MG verifiquei que o pneu dianteiro ainda agüentaria mais, e seguimos em direção a Pirapora o trecho da BR365 que estava muito ruim com asfalto áspero e buracos que acabaram com que restava do pneu. Dormimos em Pirapora. Na manha seguinte notamos um vazamento de óleo na moto do Roney, mesmo assim, seguimos até poder encontrar uma autorizada na segunda e verificar pneu e vazamento. Nas imediações da cidade muitas videiras. De Pirapora ate Montes Claros, a estrada estava muito boa rodamos a 120 sem dificuldades, porém rodamos 80 km com vento contrario e lateral muito forte foi cansativo. Almoçamos em Montes Claros e seguimos em direção a Salinas para abastecimento e compras de duas cachaças para o companheiro, mais por ser domingo estava tudo fechado. Fazíamos planos de chegar em Candido Sales - BA, seguimos pela BR 251 e alcançar a BR116. Somente conseguimos chegar em Divisa Alegre – MG, dormimos em um moquifo chamado Hotel Brasil, deste usados por caminhoneiros, pois era o único disponível no lugar. Seguimos pela BR116 com muitos caminhões e transito lento até Vitória da Conquista, desistimos da busca pela autorizada e seguimos até a chuva começar e tivemos que vestir capa, porém, foi um misto de chuva e sol durante vários quilômetros. O ponto interessante deste trecho foi a serra do Marçal – BR263 com muitas curvas acentuadas, descendo de terceira e segunda marcha e mão no freio o tempo todo, após a serra o trecho bastante bucólico com plantações de milho, mandioca, feijão guandu, algum gado e fazendas. As montanhas chamavam a atenção. Passamos por Itambé, Itapetinga onde almoçamos. Até Itabuna muita serra e caminhão. O transito de Itabuna é irracional e stressado. De Itabuna a Ilhéus pista com asfalto e sinuoso dupla e margeando o rio Cachoeira.


Relato 2.

A chegada em Ilhéus foi com chuva, paramos em um posto até chuva passar e depois procurar hotel, estávamos em um ponto alto e a vista era legal, fomos para Praia do sul. Na primeira pousada que entramos ficamos, pois o preço era ótimo com ótimas instalações, já estava escurecendo fomos ate a praia, pois a chuva deu uma folga para algumas fotos boas. Achamos a única barraca aberta e ficamos comendo alguns petiscos, na manhã seguinte sem praia porque a chuva caiu forte. Começamos a maratona de busca de pneu e manutenção e reparo para o vazamento. Foi enrolado fazer isto debaixo de chuva e nesta brincadeira foi embora o dia sem poder rodar para conhecer a cidade. Então fomos fazer planos para a saída para a próxima cidade.

Relato 3 - O8/09

Ilhéus - acordamos e tempo estava fechado, a previsão indicou que choveria de Ilhéus até Salvador e teria sol para o sul. Saímos sem capas confiantes que teríamos sol pela frente e de fato foi muito sol, a BA001 com praias e muito verde com asfalto de primeira.
Passamos por Una, cidade muito simples e sem mar, seguimos para Canavieiras onde almoçamos uma peixada na beira da praia. A cidade estava sem rede de telefonia. Fiquei na maior saia justa. Pois o banco e o cartão sem chances de uso.
O barraqueiro informou que a estrada que iríamos usar estava ruim e não seria bom passar por lá, arriscamos e ela estava trafegável e poupamos 7 horas de estrada, ao pegar a BR101 com afasto bom e poucos caminhões e rodamos a 110 km sem problemas rumo a Porto Seguro.

Relato 4

Dois dias reservados para rodar em Porto seguro. O ponto alto foi o contato com duas crianças índias da tribo Pataxó que estavam vendendo artesanato na praia, crianças lindas e com conversa muito agradável fiquei encantado com elas. Criança é igual seja qual for a origem, fiquei triste pelo fato de serem crianças trabalho embora ela tenham uma alegria que parece superar isto. No segundo dia fomos para Arraial d’ajuda e Trancoso, praias de pessoal alternativo, pura maresia no ar, neste dia a tensão de atravessar o rio de balsa, no retorno o rebocador pifou, isto foi stress mesmo. A estrada para estas duas cidades e muito agradável. Arraial é uma cidade com muito verde e gringos. Ao norte de Porto Seguro fica Santa Cruz Cabrália onde o forte são os hotéis de luxo e barracas que parecem bares tamanha a organização e a forte presença indígena da tribo Pataxó.

Relato 5

Saímos de Porto Seguro tarde e pegamos a BR101, transito calmo e poucos caminhões. Passamos do parque Monte Pascoal e não realizamos a subida que levaria 01 hora. Apenas algumas fotos e um pouco de conversa com o Índio, que é responsável pelo cuidado com o parque, ele foi muito prestativo e educado.
No retorno para pegar a BR101 sofri um pequeno acidente. Tinha um trecho de uns 60 metros da estrada de cedeu cerca do 60 cm, a ida foi tranqüilo mais na volta fiquei observando um garoto que atravessou a pista em um jegue, a na preocupação de não bater nele não vi a pista, e não deu tempo de frear e o jeito foi deixar a moto passar, resultado um salto perigoso de cerca de oito metros, senti a suspensão traseira descer toda e o instante da moto voltar para o solo e depois numa fração de segundo para parar sem bater no outro lado do asfalto, muito susto mais tudo bem comigo e com a Timbalú.
Chegamos por volta de 3 horas em Alcobaça onde fomos parados na rua por um senhor, Rogério, que falou de um evento em setembro, e nos convidou para o point do MC na cidade em um bar de nome Nervosão.

Relato 6

Conhecemos Prado. Barra * e Caravela. Prado de longe foi a melhor opção. Alcobaça é super parado, bom para descansar e saímos de Alcobaça por volta de 8 horas, demoramos a sair, pois os suportes dos alforjes quebraram nas duas motos e tivemos que comprar cordas para amarar as tralhas, procurei um serralheiro para reparar o estrago, mais o sujeito mostrou a menor vontade de realizar o serviço.... Pegamos a estrada e BR101 estava molhada pela garoa e alguns caminhões. Com tempo estourado excluímos a parada em Conceição da Barra e São Mateus - ES foi rota de passagem para acesso a BR381 a rodovia é muito boa e sinuosa varias vilas e sítios nas margens. A sinalização ruim em Nova Venécia nos tirou da rota, rodamos 42 Km até perceber o erro. Caminho retomado foi só curtir a estrada de novo, chamou a atenção do aroma adocicado da pimenta do reino que estava florida, um aroma parecido ao limão Taiti, me fez lembrar os tempo em morava na granja. Víamos, enquanto rodávamos, as imensas pedras em forma de montanha e algumas delas sendo fonte de granito e brita em pedreiras. Fazendas de gado leiteiro também faziam parte da paisagem.
Chegamos em Barra de São Francisco MG quase escurecendo, decidimos rodar mais um pouco, mesmo escurecendo para ganhar um pouco de tempo, como a estrada era estranha foram uns 50 Km um pouco tensos. O ponto de parada foi na cidade de Central de Minas.O erro na rota nos impediu de avançar até Governador Valadares.



Relato 7

Saímos de Central de Minas pelas nove. Percebi que o parceiro de estrada estava um pouco distante embora não tenha nada falado. E estrada muito sinuosa pela frente. Rodamos até G. Valadares para troca de óleo e não tivemos tempo para procurar oficina. Seguimos rumo a Cerro via BR259 e mais estrada sinuosa e muito frio no alto da serra. Em Virginópolis troquei o óleo da Timbalú. Cerro nos assustou pelas ruas calçadas com pedras e muitas imperfeições, a moto pulou feito cabrito brabo, fizemos apenas abastecimento e seguimos para Curvelo. Para a ultima parada antes de chegar em casa. Pegamos um trecho com pista mais reta e assim rodamos mais rápido.




Relato 8

Em Curvelo arrumamos um hotel muquifo. Acordamos cedo e a duvida se teria pelo menos café. Pegamos a estrada para chegar em casa, o parceiro estava doido para chegar e eu nem tanto. Depois de dois dias em estradas sinuosa só tínhamos retas pela frente o que permitiu uma boa velocidade alguns trechos da estrada recebendo nova pavimentação mesmo assim chegamos rápido a ponto onde fizemos a primeira parada na ida em Cristalina. Lá encontramos um colega de trabalho que estava rodando na moto nova.
Não sei exatamente se o parceiro de viajem gostou tanto quanto eu dos dias de estrada, eu voltaria no dia seguinte para o mesmo roteiro. Foi muito bom

Rodamos 4098,6 km, foi um pouco além do previsto de 3638 Km. Não fiz calculo de consumo, vou usar os cálculos do parceiro por ser o mesmo modelo de moto. Ficou a vontade de ter a companhia dos camaradas que desistiram, mas fica para a próxima.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

BsB/Cabeceiras/Arinos-MG


jan 2009 - 537,5 Km
O relato desta viagem ocorreu algum tempo depois da mesma ter acontecido e talvez por isto alguns detalhes fiquem perdidos, mas mesmo assim gostaria de registra-lá e compartilhar a emoção envolvida no percurso. Meses antes tinha planejado ir de moto a um casamento na cidade Arinos / MG – 250 Km e a chuva despencou no dia e acabei mesmo contrariado indo de coxinha mesmo, pois não queria perder o tal casório. Mesmo com chuva fiquei fascinado, esta palavra descreve bem, com estrada em particular com o pedaço entre Cabeceiras – GO e Arinos – MG, tem um trecho com um declive de 10 km com algumas curvas suaves mais gostosas, a chuva não caiu neste percurso.
Passados uns tempos decidi retornar com a motoca e deixá-la serpentear naquelas curvas. Levantei não muito cedo e amarrei a mochila no Sissi bar, pois ia sozinho. Estrada à frente com poucos carros exceto o trecho da BR 020 até Formosa – GO, que sempre tem trânsito mais pesado, após Formosa entrei na GO 346, trecho com alguns buracos pequenos, mais chatos. Muitas picapes tirando “fino” na moto sem a menor necessidade. Passado este trecho peguei a MG 202 parecendo tapete. Parecia que o trecho do declive não chegava enquanto Minas começava a se mostrar nos pequenos morros que apareciam no horizonte, não eram imponentes como ao sul do estado. Minas tem este encanto com seus morros, montanhas, vales e cerrado que fascinam de modo simples e ao mesmo tempo misteriosos e sutilmente dominadores com seus filhos.
Finalmente o declive sinuoso de 10 km. Que coisa maravilhosa, sem caminhão na roda traseira para incomodar. O pensamento estava livre e ao mesmo tempo preso, preso ao prazer rodar. Só o som motor quase felino, o asfalto e a natureza calma naquele dia. Curva após curva e uma grande reta e a apaixonante cidadezinha chegou a – carinhosamente falando, uma amiga assim a descreveu - A vida lá anda mais devagar, com em toda Gerais, mas não se engane o andar devagar mineiro que é cheio de vida e emoção que as pessoas dos grandes centros não conseguem entender. Tudo bom no final da rodovia. Após rodar pelas ruas da cidade usando segunda e terceira marcha, sentir, ver e pensar. Faltando retornar para casa, quem sabe não ser a estrada a própria casa.
Espero voltar neste declive que me encantou e cativou, tal qual Minas faz com suas crias mais queridas, abraçando-as de modo matriarcal.

sábado, 9 de maio de 2009

Voltinha até Paracatu - MG



Bsb / Paracatu - 490Km 14/03/09






Saí pensando que voltaria uma pessoa diferente, não sei bem por que.
Sem companhia, moto na estrada e como tinha passado dezenas de vezes nela, imaginava que andaria de forma robotizada, mais não foi bem foi assim, foi me envolvendo e até achei que não tinha intimidade com aquele percurso velho conhecido. Enquanto rodava ia tomando algumas decisões e a mente não ficava ociosa, até a que cidade apareceu após um aclive e não achei bom ter chegado, inconscientemente queria rodar mais um pouco. Entrei na cidade rodei fiz fotos pouco inspiradas e parei para um lanche nestas lojas de conviencia de posto de gasolina, fiquei pensando que não estava bom rodar sozinho hoje, assim que me preparava sair, um senhor que estava sentado do lado de fora puxou conversa, e agradavelmente ficamos uns 15 minutos falando de motos e neste meio tempo apareceu um cara falando para mim: eu te conheço lá de Brasília, ... só conheci quando o dito cujo tirou o capacete. Era um mecânico da autorizada de Taguatinga, embora tenha visto pela loja, nunca tinha conversando com ele lá, me chamou para ir na fazenda do pai dele, recusei pelo horário, ele ainda me apresentou com eu fosse um grande amigo dele para um cara que chegou de moto no posto. Estranho!!. Neste ponto achei que valeu a pena pegar a estrada e entrar na cidade. Se estive de ônibus ou carro nunca teria a experiência daqueles contatos.
As idéias foram se desenvolvendo enquanto o asfalto passava, talvez, façam a diferença, com uns kilómetros a mais de experiência e o papo de dois mineiros que seriam anônimos em outra situação .
Rodar uns 100 Km para cada dia de trabalho esta bom. Fotos


PB