
jan 2009 - 537,5 Km
O relato desta viagem ocorreu algum tempo depois da mesma ter acontecido e talvez por isto alguns detalhes fiquem perdidos, mas mesmo assim gostaria de registra-lá e compartilhar a emoção envolvida no percurso. Meses antes tinha planejado ir de moto a um casamento na cidade Arinos / MG – 250 Km e a chuva despencou no dia e acabei mesmo contrariado indo de coxinha mesmo, pois não queria perder o tal casório. Mesmo com chuva fiquei fascinado, esta palavra descreve bem, com estrada em particular com o pedaço entre Cabeceiras – GO e Arinos – MG, tem um trecho com um declive de 10 km com algumas curvas suaves mais gostosas, a chuva não caiu neste percurso.
Passados uns tempos decidi retornar com a motoca e deixá-la serpentear naquelas curvas. Levantei não muito cedo e amarrei a mochila no Sissi bar, pois ia sozinho. Estrada à frente com poucos carros exceto o trecho da BR 020 até Formosa – GO, que sempre tem trânsito mais pesado, após Formosa entrei na GO 346, trecho com alguns buracos pequenos, mais chatos. Muitas picapes tirando “fino” na moto sem a menor necessidade. Passado este trecho peguei a MG 202 parecendo tapete. Parecia que o trecho do declive não chegava enquanto Minas começava a se mostrar nos pequenos morros que apareciam no horizonte, não eram imponentes como ao sul do estado. Minas tem este encanto com seus morros, montanhas, vales e cerrado que fascinam de modo simples e ao mesmo tempo misteriosos e sutilmente dominadores com seus filhos.
Finalmente o declive sinuoso de 10 km. Que coisa maravilhosa, sem caminhão na roda traseira para incomodar. O pensamento estava livre e ao mesmo tempo preso, preso ao prazer rodar. Só o som motor quase felino, o asfalto e a natureza calma naquele dia. Curva após curva e uma grande reta e a apaixonante cidadezinha chegou a – carinhosamente falando, uma amiga assim a descreveu - A vida lá anda mais devagar, com em toda Gerais, mas não se engane o andar devagar mineiro que é cheio de vida e emoção que as pessoas dos grandes centros não conseguem entender. Tudo bom no final da rodovia. Após rodar pelas ruas da cidade usando segunda e terceira marcha, sentir, ver e pensar. Faltando retornar para casa, quem sabe não ser a estrada a própria casa.
Espero voltar neste declive que me encantou e cativou, tal qual Minas faz com suas crias mais queridas, abraçando-as de modo matriarcal.
O relato desta viagem ocorreu algum tempo depois da mesma ter acontecido e talvez por isto alguns detalhes fiquem perdidos, mas mesmo assim gostaria de registra-lá e compartilhar a emoção envolvida no percurso. Meses antes tinha planejado ir de moto a um casamento na cidade Arinos / MG – 250 Km e a chuva despencou no dia e acabei mesmo contrariado indo de coxinha mesmo, pois não queria perder o tal casório. Mesmo com chuva fiquei fascinado, esta palavra descreve bem, com estrada em particular com o pedaço entre Cabeceiras – GO e Arinos – MG, tem um trecho com um declive de 10 km com algumas curvas suaves mais gostosas, a chuva não caiu neste percurso.
Passados uns tempos decidi retornar com a motoca e deixá-la serpentear naquelas curvas. Levantei não muito cedo e amarrei a mochila no Sissi bar, pois ia sozinho. Estrada à frente com poucos carros exceto o trecho da BR 020 até Formosa – GO, que sempre tem trânsito mais pesado, após Formosa entrei na GO 346, trecho com alguns buracos pequenos, mais chatos. Muitas picapes tirando “fino” na moto sem a menor necessidade. Passado este trecho peguei a MG 202 parecendo tapete. Parecia que o trecho do declive não chegava enquanto Minas começava a se mostrar nos pequenos morros que apareciam no horizonte, não eram imponentes como ao sul do estado. Minas tem este encanto com seus morros, montanhas, vales e cerrado que fascinam de modo simples e ao mesmo tempo misteriosos e sutilmente dominadores com seus filhos.
Finalmente o declive sinuoso de 10 km. Que coisa maravilhosa, sem caminhão na roda traseira para incomodar. O pensamento estava livre e ao mesmo tempo preso, preso ao prazer rodar. Só o som motor quase felino, o asfalto e a natureza calma naquele dia. Curva após curva e uma grande reta e a apaixonante cidadezinha chegou a – carinhosamente falando, uma amiga assim a descreveu - A vida lá anda mais devagar, com em toda Gerais, mas não se engane o andar devagar mineiro que é cheio de vida e emoção que as pessoas dos grandes centros não conseguem entender. Tudo bom no final da rodovia. Após rodar pelas ruas da cidade usando segunda e terceira marcha, sentir, ver e pensar. Faltando retornar para casa, quem sabe não ser a estrada a própria casa.
Espero voltar neste declive que me encantou e cativou, tal qual Minas faz com suas crias mais queridas, abraçando-as de modo matriarcal.

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