quinta-feira, 16 de julho de 2009

BSB - Ilhéus/BA - São Mateus/ES - BSB - 4098 Km


Relato 1

Depois de todos as desistências a viagem começou com apenas duas motos. Não saímos no horário planejado, apenas às 10 horas estávamos efetivamente na estrada, até Paracatu pegamos vento contrario o que aumentou muito o consumo de combustível, almoço em João Pinheiro – MG verifiquei que o pneu dianteiro ainda agüentaria mais, e seguimos em direção a Pirapora o trecho da BR365 que estava muito ruim com asfalto áspero e buracos que acabaram com que restava do pneu. Dormimos em Pirapora. Na manha seguinte notamos um vazamento de óleo na moto do Roney, mesmo assim, seguimos até poder encontrar uma autorizada na segunda e verificar pneu e vazamento. Nas imediações da cidade muitas videiras. De Pirapora ate Montes Claros, a estrada estava muito boa rodamos a 120 sem dificuldades, porém rodamos 80 km com vento contrario e lateral muito forte foi cansativo. Almoçamos em Montes Claros e seguimos em direção a Salinas para abastecimento e compras de duas cachaças para o companheiro, mais por ser domingo estava tudo fechado. Fazíamos planos de chegar em Candido Sales - BA, seguimos pela BR 251 e alcançar a BR116. Somente conseguimos chegar em Divisa Alegre – MG, dormimos em um moquifo chamado Hotel Brasil, deste usados por caminhoneiros, pois era o único disponível no lugar. Seguimos pela BR116 com muitos caminhões e transito lento até Vitória da Conquista, desistimos da busca pela autorizada e seguimos até a chuva começar e tivemos que vestir capa, porém, foi um misto de chuva e sol durante vários quilômetros. O ponto interessante deste trecho foi a serra do Marçal – BR263 com muitas curvas acentuadas, descendo de terceira e segunda marcha e mão no freio o tempo todo, após a serra o trecho bastante bucólico com plantações de milho, mandioca, feijão guandu, algum gado e fazendas. As montanhas chamavam a atenção. Passamos por Itambé, Itapetinga onde almoçamos. Até Itabuna muita serra e caminhão. O transito de Itabuna é irracional e stressado. De Itabuna a Ilhéus pista com asfalto e sinuoso dupla e margeando o rio Cachoeira.


Relato 2.

A chegada em Ilhéus foi com chuva, paramos em um posto até chuva passar e depois procurar hotel, estávamos em um ponto alto e a vista era legal, fomos para Praia do sul. Na primeira pousada que entramos ficamos, pois o preço era ótimo com ótimas instalações, já estava escurecendo fomos ate a praia, pois a chuva deu uma folga para algumas fotos boas. Achamos a única barraca aberta e ficamos comendo alguns petiscos, na manhã seguinte sem praia porque a chuva caiu forte. Começamos a maratona de busca de pneu e manutenção e reparo para o vazamento. Foi enrolado fazer isto debaixo de chuva e nesta brincadeira foi embora o dia sem poder rodar para conhecer a cidade. Então fomos fazer planos para a saída para a próxima cidade.

Relato 3 - O8/09

Ilhéus - acordamos e tempo estava fechado, a previsão indicou que choveria de Ilhéus até Salvador e teria sol para o sul. Saímos sem capas confiantes que teríamos sol pela frente e de fato foi muito sol, a BA001 com praias e muito verde com asfalto de primeira.
Passamos por Una, cidade muito simples e sem mar, seguimos para Canavieiras onde almoçamos uma peixada na beira da praia. A cidade estava sem rede de telefonia. Fiquei na maior saia justa. Pois o banco e o cartão sem chances de uso.
O barraqueiro informou que a estrada que iríamos usar estava ruim e não seria bom passar por lá, arriscamos e ela estava trafegável e poupamos 7 horas de estrada, ao pegar a BR101 com afasto bom e poucos caminhões e rodamos a 110 km sem problemas rumo a Porto Seguro.

Relato 4

Dois dias reservados para rodar em Porto seguro. O ponto alto foi o contato com duas crianças índias da tribo Pataxó que estavam vendendo artesanato na praia, crianças lindas e com conversa muito agradável fiquei encantado com elas. Criança é igual seja qual for a origem, fiquei triste pelo fato de serem crianças trabalho embora ela tenham uma alegria que parece superar isto. No segundo dia fomos para Arraial d’ajuda e Trancoso, praias de pessoal alternativo, pura maresia no ar, neste dia a tensão de atravessar o rio de balsa, no retorno o rebocador pifou, isto foi stress mesmo. A estrada para estas duas cidades e muito agradável. Arraial é uma cidade com muito verde e gringos. Ao norte de Porto Seguro fica Santa Cruz Cabrália onde o forte são os hotéis de luxo e barracas que parecem bares tamanha a organização e a forte presença indígena da tribo Pataxó.

Relato 5

Saímos de Porto Seguro tarde e pegamos a BR101, transito calmo e poucos caminhões. Passamos do parque Monte Pascoal e não realizamos a subida que levaria 01 hora. Apenas algumas fotos e um pouco de conversa com o Índio, que é responsável pelo cuidado com o parque, ele foi muito prestativo e educado.
No retorno para pegar a BR101 sofri um pequeno acidente. Tinha um trecho de uns 60 metros da estrada de cedeu cerca do 60 cm, a ida foi tranqüilo mais na volta fiquei observando um garoto que atravessou a pista em um jegue, a na preocupação de não bater nele não vi a pista, e não deu tempo de frear e o jeito foi deixar a moto passar, resultado um salto perigoso de cerca de oito metros, senti a suspensão traseira descer toda e o instante da moto voltar para o solo e depois numa fração de segundo para parar sem bater no outro lado do asfalto, muito susto mais tudo bem comigo e com a Timbalú.
Chegamos por volta de 3 horas em Alcobaça onde fomos parados na rua por um senhor, Rogério, que falou de um evento em setembro, e nos convidou para o point do MC na cidade em um bar de nome Nervosão.

Relato 6

Conhecemos Prado. Barra * e Caravela. Prado de longe foi a melhor opção. Alcobaça é super parado, bom para descansar e saímos de Alcobaça por volta de 8 horas, demoramos a sair, pois os suportes dos alforjes quebraram nas duas motos e tivemos que comprar cordas para amarar as tralhas, procurei um serralheiro para reparar o estrago, mais o sujeito mostrou a menor vontade de realizar o serviço.... Pegamos a estrada e BR101 estava molhada pela garoa e alguns caminhões. Com tempo estourado excluímos a parada em Conceição da Barra e São Mateus - ES foi rota de passagem para acesso a BR381 a rodovia é muito boa e sinuosa varias vilas e sítios nas margens. A sinalização ruim em Nova Venécia nos tirou da rota, rodamos 42 Km até perceber o erro. Caminho retomado foi só curtir a estrada de novo, chamou a atenção do aroma adocicado da pimenta do reino que estava florida, um aroma parecido ao limão Taiti, me fez lembrar os tempo em morava na granja. Víamos, enquanto rodávamos, as imensas pedras em forma de montanha e algumas delas sendo fonte de granito e brita em pedreiras. Fazendas de gado leiteiro também faziam parte da paisagem.
Chegamos em Barra de São Francisco MG quase escurecendo, decidimos rodar mais um pouco, mesmo escurecendo para ganhar um pouco de tempo, como a estrada era estranha foram uns 50 Km um pouco tensos. O ponto de parada foi na cidade de Central de Minas.O erro na rota nos impediu de avançar até Governador Valadares.



Relato 7

Saímos de Central de Minas pelas nove. Percebi que o parceiro de estrada estava um pouco distante embora não tenha nada falado. E estrada muito sinuosa pela frente. Rodamos até G. Valadares para troca de óleo e não tivemos tempo para procurar oficina. Seguimos rumo a Cerro via BR259 e mais estrada sinuosa e muito frio no alto da serra. Em Virginópolis troquei o óleo da Timbalú. Cerro nos assustou pelas ruas calçadas com pedras e muitas imperfeições, a moto pulou feito cabrito brabo, fizemos apenas abastecimento e seguimos para Curvelo. Para a ultima parada antes de chegar em casa. Pegamos um trecho com pista mais reta e assim rodamos mais rápido.




Relato 8

Em Curvelo arrumamos um hotel muquifo. Acordamos cedo e a duvida se teria pelo menos café. Pegamos a estrada para chegar em casa, o parceiro estava doido para chegar e eu nem tanto. Depois de dois dias em estradas sinuosa só tínhamos retas pela frente o que permitiu uma boa velocidade alguns trechos da estrada recebendo nova pavimentação mesmo assim chegamos rápido a ponto onde fizemos a primeira parada na ida em Cristalina. Lá encontramos um colega de trabalho que estava rodando na moto nova.
Não sei exatamente se o parceiro de viajem gostou tanto quanto eu dos dias de estrada, eu voltaria no dia seguinte para o mesmo roteiro. Foi muito bom

Rodamos 4098,6 km, foi um pouco além do previsto de 3638 Km. Não fiz calculo de consumo, vou usar os cálculos do parceiro por ser o mesmo modelo de moto. Ficou a vontade de ter a companhia dos camaradas que desistiram, mas fica para a próxima.

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